Formação do MERCOSUL

Os diferentes ciclos sociais e econômicos, assim como o progresso tecnológico, que  a sociedade contemporânea tem experimentado, levaram, em tempos recentes, a uma rápida internacionalização dos mercados. Dentro desse contexto de globalização, a estratégia adotada por muitos países tem sido a formação de blocos econômicos com base na proximidade geográfica e/ou cultural. Nesse movimento, um dos objetivos que se está buscando é explorar as vantagens comparativas dos países membros para melhor posicionar seus produtos e serviços nessa nova forma de concorrência que, ao mesmo tempo, apresenta oportunidades e ameaças.

(Laura Szuhanszky, Economista)

As relações comerciais entre Brasil e Argentina já vinham desde a década de 70. Em julho de 1986, em Buenos Aires, foi firmada a Ata para a integração do Brasil e da Argentina que instituiu o Programa de Integração e Cooperação Econômica - PICE. O objetivo do programa era proporcionar um espaço econômico comum, com a abertura seletiva dos respectivos mercados e estimular a complementação econômica de setores específicos dos dois países.

Os resultados promissores das medidas então tomadas levaram à celebração, em 1988, do Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, pelo qual os países expressaram o desejo de constituir, no prazo máximo de 10 anos, um espaço econômico comum, por meio da liberalização integral do intercâmbio recíproco, para o que se celebraram 24 protocolos específicos, em áreas como bens de capital trigo, produtos alimentícios, industrializados, etc.

Um novo e decisivo impulso foi dado com a assinatura, em 06 de julho de 1990, pelos presidentes Collor e Menem, da ata de Buenos Aires, que fixou a data de 31 de dezembro de 1994 para a formação definitiva de um mercado comum entre os dois países. Em agosto do mesmo ano, como era de se esperar, Paraguai e Uruguai aderiram ao processo em curso, o que culminou na assinatura do Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991, para a constituição do Mercado Comum do Sul - MERCOSUL, ratificado em 17 de dezembro de 1994 pelo protocolo de Ouro Preto.

Chile e Bolívia são os novos parceiros do MERCOSUL. A adesão desses países foi formalizada em 25 de junho de 1996, em encontro realizado na cidade de San Luís (Argentina), que reuniu os presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Carlos Menem (Argentina), Julio Sanginetti (Uruguai), Juan Carlos Wasmosy (Paraguai), Eduardo Frei (Chile) e Gonzalo Sanches de Lozada (Bolívia).

A evolução dos acontecimentos demonstra a maturidade da idéia de integração da América Latina. Por outro lado, a condução prudente do processo de integração subregional mostrou um modo eficaz de se conduzir a união econômica definitiva de todo o continente, iniciando-se por países próximos geográfica e historicamente, para expandir-se com a adesão de outros, na medida em que forem se consolidando os avanços programados. (Alisson Pittol Bresciani, Grupo de Estudos MERCOSUL)

Divisão Administrativa dos Países do Mercosul

É interessante salientar, para maior aproveitamento das informações a seguir , como cada país membro do Mercosul se refere à sua divisão político-administrativa. Ou seja, enquanto aqui no Brasil temos 26 ESTADOS, que são constituídos por municípios, na ARGENTINA existem 23 PROVíNCIAS, que se dividem em DEPARTAMENTOS (municípios).

A BOLÍVIA está estruturada política e administrativamente em 9 DEPARTAMENTOS (= estados), os quais são compostos por 112 provincias, 311 seções de província e 1.384 cantones.

O CHILE se divide em Treze Regiões: Tarapacá, Antofagasta, Atacama, Coquimbo, Valparaíso, Libertador, General Bernardo O`Higgins, Maule, Biobío, La Araucanía, Los Lagos, Aysén del General Carlos Ibáñez del Campo, Magallanes, Antártica y Metropolitana de Santiago; estas regiões compõem  51 provincias e 335 comunas(=municípios).

O PARAGUAI é constituído por 17 DEPARTAMENTOS, que se dividem em DISTRITOS.

No URUGUAI os Estados são chamados de DEPARTAMENTOS; os 19 departamentos existentes se dividem em distritos ou provincias, dependendo de cada departamento.

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